30/01/2007

Boca livre!!

Eu nunca vou esquecer aquele show. Foi no dia 19 de janeiro, no teatro rival. Era noite de sexta feira, o dia foi de sol, um sol quente, mas soberano, assim como o Deus que o fez.
Mas era um dia especial. Meu pai aqui no rio, depois de quatro anos longe de casa. É verdade que ele já estava conosco desde o ano novo, e ficaria mais dez dias, mas aquele dia, Ha, aquele dia era especial.
Logo de manhã eu saí pra comprar o Jornal do Brasil, não costumo comprar jornal, mas como estou de férias, pensei que as últimas da cultura carioca me dariam algo para fazer naquela sexta. Acertei em cheio. Ao abrir a revista com a programação do final de semana carioca (que na minha opinião, inclui a sexta), encontro o anúncio mais que perfeito para aquela mais que perfeita sexta-feira; show do boca livre (grupo formado em 1979; hoje com a formação atual de Maurício Maestro, Zé Renato, Fernando Gama e Lourenço Baeta).
Falei na hora com minha mãe, meu pai estava na rua, caminhando. Eu sabia que não poderia perder aquela oportunidade. Na hora minha mente viajou uns 19 anos atrás, e voltei aos dias nos quais eu dormia, ou fingia que dormia, no colo do meu pai enquanto ele cantarolava, imitando todos os trejeitos dos caras do boca livre, desde os agudos até o estilo de voz. “Ponta de Areia” era o hit principal das minhas sonecas.
As canções desse grupo nortearam toda a minha infância. A razão não era o meu refinado gosto musical, não, era o simples fato de gostar do que o meu pai gostava, assim como a minha paixão pelo botafogo. Aliás, acho que torcer pelo botafogo é herança de família, só pode ser.
Pra mim, há um significado muito mais que musical nas canções deles, é uma mistura de saudosismo, infância, e lembrança das coisas que me trazem esperança (Lm 3:21). Eu lembro do carinho do meu pai, da forma como ele me conduzia ao sono sem se preocupar com o tempo que isso levaria, afinal, fica difícil saber quem gostava mais daquilo. Ás vezes eu segurava o sono só pra ficar mais uns minutinhos ouvindo seu canto desafinado.
Nós fomos. Saímos correndo, porque eu, como sempre, atraso todo mundo. Chegamos ao teatro, sentamos, pedimos refrigerante; eu, coca, óbvio, e ele, guaraná. As palavras eram poucas, sempre foi assim. Não falamos sempre e essa noite dispensava palavras. (Essa coisa de ter que falar me deixa confuso. Ter sempre que dizer algo é cair na ilusão de que nossas palavras sempre dirão o que queremos expressar, e isso não é verdade. Ás vezes, dizemos e fazemos diferente, e aí, o que fazemos pode anular o que dissemos. Não deixe de falar. Fale, mas faça.)
Desde o início eu sabia que aquela noite valeria todos os dias que passaríamos juntos nessas férias. Nenhum outro dia seria igual. Nenhum outro dia deixaria tão á flor da pele as nossas lembranças e a nossa alegria, de juntos, revivermos aquilo que foi marco nas nossas vidas, o amor, quase que incondicional, que existe entre nós dois. Foi sensacional, lembro até hoje de cada detalhe.
Ontem, dia 29, ele voltou pra Espanha. Senti um vazio enorme ao chegar em casa e não ter mais ele por perto. Mas eu me lembro do dia no qual ele foi pela primeira vez, e lembro do dia 31 de dezembro de 2006, quando o vi voltar. Lembro disso, que me dá esperança, e lembro que esse show só rolou porque Deus assim permitiu, a Ele, a glória.

Daniel Bravo

29/10/2006

Ao vivo é bem melhor!

Ontem (sábado, dia 28), estive na igreja do Méier para participar de um culto conduzido pelo João Alexandre. Foi uma noite incrível, mas eu não quero falar do João Alexandre.
Eu quero falar sobre a possibilidade que temos de ver, aqueles que nos edificam através dos CDs, ao vivo. Quando criança, passava as tardes de sexta-feira e sábado ouvindo, junto com meu pai, alguns cânticos que hoje fazem parte da minha história. Ouvia sempre os Vencedores por Cristo, Adhemar de Campos, Pr. Josué, Asaph Borba e muitos outros que agora não me recordo. Aquelas letras penetravam na minha vida, e iam tornando conhecidos os textos bíblicos que não eram falados na EBD, ou pelo menos, aqueles que eu não guardava. Á alguns anos, tive a oportunidade de ir a uma igreja, na qual o Asaph dirigiu o período de louvor. Naquela noite eu pude sentir, muito mais intensamente, aquilo que sintia e sinto quando ouço alguns cânticos compostos por ele.
Mas volto a falar, não quero falar nem do João e nem do Asaph, mas quero dizer-lhes que devemos aproveitar as oportunidades que surgem para vermos esses e outros tocando ao vivo. É muito bom ouvir o que levou aquele(a) ministro(a) a compor um determinado cântico. Ás vezes ouvimos uma canção que toca-nos por dizer em palavras, exatamente aquilo que estamos sentindo, e é tão saudável descobrir que ás vezes aquele(a) compositor(a) escreveu aquele poema em uma situação semelhante á nossa.
Aposto que todos que estão lendo este post, ou já estiveram, ou conhecem alguém que já esteve em algum casamento no qual umas das canções foi “Essência de Deus”, do João Alexandre, pois é, foi emocionante vê-lo cantando junto com a Tirza, sua esposa, o poema antes composto pelo apóstolo Paulo e por ele musicado.
Não vi todos que gostaria, mas cito aqueles com os quais eu pude prestar um culto ao Senhor, eis os nomes:
Adhemar de Campos, Asaph Borba, Fernadinho, João Alexandre, Gerson Borges, Nelson Bomilcar, Guilherme Kerr, Jorge Camargo, Carlos Sider e não menos importante, mas por último, Grupo Logus.
Vale a pena, chama-los ás nossas igrejas e vê-los. Não é uma questão de ser show ou não, se cobra “oferta” ou não, mas é uma questão de usufruir do talento e do dom que Deus os deu, para a edificação do corpo de Cristo e também, para contribuir com os seus respectivos ministérios.

Daniel Bravo

19/10/2006

Simplicidade

Em cumprimento ao requerido em academia da alma, segue o resumo, achei que não tava tão palha assim.

Viver simplesmente é uma arte, mas não uma utopia. A bíblia nos ensina a viver assim colocando em ordem de prioridade aquilo que realmente importa e o que não tem a menor importância.
No sermão do monte Jesus nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Significa deixar Deus ser o rei e governante da vida. Quando Ele dirige nossos passos, nos conduz para o lugar periférico de nossas vidas, abrindo espaço para que Ele seja o centro, e assim nossos atos e palavras girem em torno dEle.
Para Deus ficar no centro, no entanto, não basta apenas pedir para Ele entrar, precisamos retirar as coisas que estão ocupando seu lugar. Ele não invade, Ele aceita o convite de alguém que por Ele convidado a convidar clama por sua presença.
Quando essa realidade impregnar nossos corações, então só teremos motivos para agradecer. Nossos dias serão repletos, pois o mais importante, e na verdade é o que realmente importa, nós sempre teremos, a sua companhia.

Daniel Bravo

17/10/2006

Pai nosso

Pai amado, tu que habitas nos céus,
Hoje tua morada, em breve, nossa.
Teu nome é Santo, maravilhoso, poderoso,
Majestoso, tua grandeza não pode ser fielmente
descrita por nenhuma expressão de louvor! Glória ao teu nome!
Põe-me sob o teu reinado, sejas sobre mim Senhor.
Meu coração eu te dou para que tu sejas Rei sobre ele.
Reina sobre meus atos, minhas palavras, minhas emoções,
meus erros e meus acertos.
Faz a tua vontade na minha vida,
Seja a minha vida não uma utopia, mas uma vida concreta
e real de amor por Ti e dependência da tua direção.
Que a cada dia eu possa comparecer diante do teu altar e ali,
despojar-me das minhas vontades e dar lugar ao teu querer que é perfeito.
O pão diário me dá condições de conquistá-lo.
Dá-me forças para correr atrás.
Supre as minhas necessidades e ensina-me a fazer a minha parte.
Faz-me andar por sobre as águas, mesmo quando os ventos
soprarem contra meus olhos diminuindo minha visão do horizonte
no qual teus braços estarão sempre abertos aguardando-me com amor maior.
Perdoa-me. Eu preciso do teu perdão.
Gera compaixão e amor em meu coração, eu preciso perdoar e ser perdoado.
Não me deixe ceder á tentação, me dá vergonha na cara para dizer não.
Não me deixe ficar longe de Ti quando eu disser sim mesmo querendo dizer não,
ou mesmo quando eu quiser dizer sim; antes me leva ao arrependimento.
Traz-me junto a ti Deus, não sou nada sem Ti.
Meu coração é Teu, vem e toma o teu lugar.
Em nome de Jesus, amém.

Daniel Bravo

16/10/2006

O mesmo Sentimento, que gera a mesma atitude.

Esta mensagem ainda não foi pregada em público, está sendo feita ao público, mas não do púlpito. Portanto, não estranhe caso me “ouça” falando sobre o mesmo tema, do púlpito ele ainda é inédito.
Quero levar você a refletir sobre a necessidade de termos o mesmo sentimento de Cristo se desejamos ter a mesma atitude dele. No Capítulo 2 de Filipenses, do versículo 5 ao 11 lemos o que acontece quando nosso coração pulsa junto com o coração de Jesus. O texto começa nos convidando a ter a mesma atitude de Cristo, ou na maioria das versões - ter o mesmo sentimento.
Assim como Jesus, precisamos desconsiderar o que somos a fim de nos apegarmos ao que realmente importa: a soberania de Deus. O filho de Deus, que era Deus, não achou que ser como Deus era grande glória para ele, mas, antes, viu majestade em se submeter á grandeza do Pai. Desconsiderar o que somos, no entanto, não é perder a consciência de quem somos, mas reconhecer-nos como nada diante de Deus, e dessa forma, ter total consciência de que tudo o que somos e temos vem do Pai das luzes (Tiago 1:17).
No momento em que nossa visão de nós mesmos chegar neste ponto, no qual toda iniciativa vem do alto, nos esvaziaremos. Quero destacar a forma como o verbo é colocado. Nele não sofremos a ação, mas a executamos. No capítulo 18 de Jeremias somos comparados a vasos de barro. Como vasos que somos, precisamos jogar fora tudo o que há de nós dentro de nós, e assim Deus nos encherá com a água pura que corre do seu trono e que nos lava, regenera e renova. É necessário que estejamos vazios, pois assim como o óleo e a água não se misturam em um mesmo recipiente, também a natureza de Deus, que é santa, e a nossa, que é corrompida e totalmente depravada, não se misturam; antes, a santidade divina nos transforma, tornando-nos assim cheios dEle (agora sofremos a ação).
Porém, ao sermos transformados, não perdemos a nossa humanidade, pelo contrário, ela é reconstituída. Assim como Jesus somos vistos como carne e osso, e o versículo 7 destaca que nessa condição humana é que Jesus foi obediente á Deus. Sentir o que Cristo sentiu, é sentir-se tentado (Mateus 4:1 ao 11) pela vaidade, pelo poder, pelas necessidades da carne e mesmo assim, como homem, ser obediente a palavra de Deus. Para obedecer aos mandamentos do Pai, é preciso uma atitude radical em nosso dia-a-dia, mesmo que para isso tenhamos que mortificar nossos desejos e nossas paixões. É o que diz o texto: “e Ele foi obediente até a morte de cruz”. Cristo não “negou fogo”, ele obedeceu, crucificando os benefícios e prazeres do pecado, assassinando o que brotava da sua carne e gerando a vida do Espírito, nele e em nós.
Viver neste sentimento eleva-nos a um lugar mais alto e mais excelente, no qual somos contemplados e consolados em nossas tribulações com as promessas da cruz. Aos pés da cruz o sangue do cordeiro é derramado sobre nós e recebemos a graça de clamar em nome de Jesus. Sabemos que não o fazemos em nome de qualquer um, mas no nome que está acima de todo nome, nome que venceu a morte e foi digno de escrever no livro da vida o nome daqueles que atravessaram a grande tribulação e lavaram suas vestes no sangue que escorre do madeiro (Apocalipse 7:14). Significa dizer isso que não há ninguém acima do Senhor. Nossas orações não são lançadas á sorte, mas ele, a quem foi dada toda autoridade nos céus e na terra, as recebe e intercede por nós.
Nosso clamor tem ponto de chegada, o vazio não conhece nosso sincero clamor, só o coração de Deus o conhece e nele se envolve.
Além de clamarmos ao Rei dos reis, participaremos do momento mais singular e indescritível da história (história, porque este momento não será atemporal, mas fará parte da história dos nossos dias), no qual todo joelho se dobrará e toda lingua confessará em alta voz que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus!
Eu Estarei lá! E você?

Por Ele e para Ele,

Daniel Bravo

07/09/2006

Conselhos patrióticos em 7 de setembro

Se eu posso assim como muitos o estão fazendo, deixar algum recado patriota neste Sete de setembro, eu faço dele um conselho.
Hoje tive que ir trabalhar, com aquela vontade!
Fui surpreendido. Ao chegar ao centro da cidade, percebi que a presidente Vargas estava totalmente tomada pelos militares que ali se preparavam para mais um desfile de Sete de setembro. De pronto pensei, “que droga, hoje tem desfile!”.
Porém eu nunca assisti, depois dos 10 anos um desfile no dia da independência. Por aí, eu concluo que já comecei mal. Fiz meu ponto de vista sem nem ao menos analisar aquela situação que se apresentava para mim (1º conselho – pense bem antes de ter o seu ponto de vista e não se guie apenas por aquilo que os outros falam. Tenha liberdade para estabelecer seus valores e conceitos, mesmo que sejam a partir dos de outras pessoas. Certifique-se que eles são seus, ainda que iguais aos de outros!).
No meu trabalho, a parede lateral é uma grande janela (sabe aqueles prédios espelhados que tem no centro a cidade? Então é um desses!) e a vista dela da para a Pres. Vargas, na qual aconteceria o desfile. Confesso que não estava nem um pouco a fim de ver aquele desfile, mas quando ouvi a primeira banda ensaiando, não pude resistir, tive de ir até a janela. Eu sei que pode parecer um pouco estranho, mas foi muito interessante assistir a uma parte do desfile, uma parte porque estava trabalhando, não quero que pensem que estava morcegando!!
Ouvir os hinos de cada grupo das forças armadas brasileiras foi muito legal, mas não posso negar que fiquei emocionado ao ouvir um das bandas tocando a música tema do filme “Rocky”, aquela que toca quando ele está treinando pra sua luta final. Se você não lembra, faço questão de indicar dois link's nos quais você ouve e ainda vê a cena do filme - http://www.youtube.com/watch?v=y-KDhVwD0UA // http://www.youtube.com/watch?v=YfFvKyLrGYc&NR – lembrei nitidamente da minha infância e das muitas vezes que assisti o filme. Muito bom!
E se não bastasse, com meu coração quase explodindo de emoção, vi algo que não se vê quase nunca (digo quase nunca porque já vi. Se não tivesse visto diria nunca com certeza!). Eu trabalho no 18º andar, bem alto né? Pois é, foi lá que eu consegui ter essa incrível visão. Não sei se é de costume, mas alguns aviões sobrevoaram os céus cariocas hoje fazendo algumas demonstrações. E eu tive a oportunidade de ver TRÊS aviões passando um pouco acima do último andar do prédio no qual trabalho (acreditem, foi muito perto mesmo!), e como eu estava no 18º, os aviões passaram muito, muito, muito perto!! Foi muito irado.
Portanto, meu segundo conselho é:
No próximo Sete de setembro assista o desfile, de preferência do 18º andar!

Um grande abraço,
E não desistam nunca,
Vocês são BRASILEIROS!

Daniel Bravo

05/09/2006

Jesus, justiça, morte e vida.

Depois de muito tempo sem escrever, sinto uma daquelas súbitas inspirações.
Volto para o micro, pois já estava em pé, pronto para subir a ladeira. Sem forças pra resistir, escrevo algumas linhas sobre o meu amor por Jesus e minha alegria em saber que não há nada mais importante e significativo que ser um justificado por Cristo.
Justificado, digo, porque se ele não fosse minha justiça, eu estaria morto a fim de que o que é justo, muito justo, justíssimo, fosse feito.
O preço do pecado é a morte, portanto, morrer em virtude do nosso pecado, é justo.
O pecado faz parte de mim, e antes de Cristo entrar na minha vida, eu estava à mercê dele e totalmente sujeito aos padrões de vida depravados por ele impostos.
Jesus Cristo, o messias, morreu em meu lugar. O que eu tinha de fazer, porém, sem ter como fazer, pra me ver livre da dívida do pecado, ele o fez. E o fez de forma excelente, afinal, não só morreu, mas venceu também a morte provando ser ele aquele á quem foi dada toda autoridade nos céus e na terra (Lucas 24:5).
Se alguém não crê que Cristo ressuscitou, “ta lascado”. Paulo diz em 1 Coríntios 15:17, que se a nossa crença está firmada em um Cristo que não ressuscitou, então ainda estamos sob a sentença do pecado. Precisamos crer e viver essa verdade se desejamos estar entre aqueles que são justiça de Deus.
Para sermos justificados pela morte de Cristo, precisamos morrer para nós mesmos. Na carta que Paulo escreve aos Romanos, ele diz no capítulo 6, versículo 5 ao 7 o seguinte:

“Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado.”

Só somos justificados do pecado quando morremos. Não fisicamente, também não simbolicamente. Não é uma simbologia ou uma metáfora, literalmente morremos, mas não paramos de viver, pelo contrário, só depois que fazemos mortos os nossos próprios desejos, é que temos vida.
Temos vida, pois a temos para Deus, a fim de que ele realize em nós o propósito para o qual nos chamou (João 10:10 e Romanos 6:10).
Estamos vivos, portanto, quando sacrificamos o velho homem, aquele que nos dominava antes de sermos graciosamente dominados pela graça e misericórdia de Jesus.

A promessa é: se morremos com Cristo, também com ele ressurgimos.A ordem correta é: morremos, ressurgimos e somos justificados

Daniel Bravo

18/07/2006

Tá com medo??

Não devemos ter medo de sentir medo, afinal, o perfeito amor lança fora todo o medo.
No cap. 20 de 2Crônicas lemos a história de um rei que não teve medo do medo. Relata-nos o versículo 3 que josafá ao ser notificado do exército que pelejava contra ele tremeu mas temeu ao Senhor e o buscou:
“Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá.”
Assim como o rei citado acima, somos confrontados diariamente com lutas que estão além das nossas possibilidades. Sentir medo é natural, faz parte de nossa reação ao perigo, mas viver com medo não faz parte da nossa condição de filhos de Deus. Devemos buscar ao Senhor quando nos sentirmos incapazes de vencer nossas batalhas pelas nossas próprias forças. Portanto, o medo deve ser um memorial nos mostrando que diante das dificuldades nossas armas parecem meros estilingues, e que se buscarmos força em Deus, seremos capazes de vencer qualquer Golias que nos afrontar.
Em meio aos muitos problemas o nosso alvo deve ser o Senhor (Ver.12), quando colocamos Deus no centro de nossas vidas o alvo de nossa busca passa a ser a sua presença e a sua direção. Para fitarmos nossos olhos em Deus precisamos entender algumas verdades:

Só conseguiremos colocar Deus no centro se conhecermos seus atributos

Josafa só pode buscar e confiar em Deus porque conhecia o caráter divino:
(Ver. 5 e 6)
“Pôs-se Josafá em pé, na congregação de Judá e de Jerusalém, na Casa do SENHOR, diante do pátio novo, e disse: Ah! SENHOR, Deus de nossos pais, porventura, não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na tua mão, está a força e o poder, e não há quem te possa resistir.”
Fica muito claro nesse trecho que o rei de judá sabia em quem ele depositava sua confiança. Somente a consciência de um Deus forte e poderoso pode nos levar a descansar e saber que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
Podemos ainda nos lembrar de Paulo, que mesmo na prisão se alegrava em Deus:
“E, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.”
2Timóteo 1: 12
Quando sabemos quem Deus é, nossos olhos não conseguem se fixar nas adversidades, pois a beleza e a glória de Deus nos fascinam e nos preenchem.

Precisamos “querer” trazer á memória aquilo que pode nos encher de esperança

Quando soube da notícia que talvez antecipasse o seu fim, josafá lembrou-se do que Deus um dia já fizera por seu povo:
(Ver. 7)
“Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo de Israel e não a deste para sempre à posteridade de Abraão, teu amigo?”
Ele sabia que o Deus de Abraão, Isaque e Jacó era, é, e sempre será. Nossa memória precisa ser constantemente alimentada com os poderosos feitos e maravilhas que Deus já operou em nós. Me refiro a toda e qualquer ação de Deus em nossas vidas, até mesmo aquelas que se realizam no nosso mais puro cotidiano (o que em minha opinião, são as mais espetaculares, pois revelam o verdadeiro amor, que opera e trabalha em cada minuto e segundo, no pobre e enfadonho dia-a-dia).
Deus se revelou na história, portanto, nossa lembrança dEle deve nos remeter para a nossa história, para os atos divinos em nós.

A história de Josafá é um exemplo de vida real, que assim como nós, enfrentou as mais diversas situações, mas soube que mesmo em meio a mais dura batalha o poder do Espírito Santo é capaz de nos tornar capazes.

Deus abençoe.

Daniel Bravo

04/07/2006

Elevo os meus olhos...

“(...) Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti.”
2 Crônicas 20:12


Olhamos para os nossos problemas, para as nossas indecisões, para as nossas ansiedades, para as nossas inquietudes, para o nosso país, para os nossos governantes, para nós mesmos e vemos na palavra a atitude que Deus espera de nós em meio a tudo isso.
Tenhamos a mesma atitude de Josafá (2 Crônicas 20) e seremos aprovados por Deus.
É verdade que algumas situações nos deixam sem chão e sem rumo, mas se olharmos para o Senhor dos exércitos (Salmo 24:10) veremos sua face transbordante de amor e seu sorriso de Pai, alegre em ver o(a) filho(a) em quem ele tem prazer buscando seus braços de amor.
É um rápido post, para uma simples verdade, mas cuja simplicidade não diminui em nada seu valor.
Se você, assim como eu, passa por momentos nos quais não sabe o que fazer, olhe para Deus. Não fixe seus olhos nos problemas, saiba que eles existem, mas lembre-se que àquele para quem e por quem todas as coisas foram feitas é por você.
O que diremos, pois, diante dessa verdade?

“Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus,”

Apocalipse 19:1

Deus abençoe

Daniel Bravo

24/06/2006

Para os teólogos de plantão

Só pra fechar bem o sábado

"A primeira posição do teologo é de joelhos. Só uma teologia genuflexa obtém do Espírito o dom de uma mente iluminada: inteligência, sabedoria, ciência e conselho, que iluminarão em seguida todo o seu labor teológico."

Clodovis Boff, em teoria do método teológico.

mas tem que comer a palavra!!!